Cultura da Paz, Cinema e Violência
Há uma discussão interessante na comunicação hoje. Fala-se de práticas colaborativas e cultura da paz. Na verdade, são dois conceitos diferentes mas que em dado momento se cruzam. A prática colaborativa pressupõe cooperação ,ajuda e convivência pacífica com o outro, na busca de um objetivo comum. Linux é um exemplo e metareciclagem é outro.
A cultura da paz, por sua vez, questiona a competição e a violência entre os humanos. Aceita a crise como condição humana, mas prega a solução pacífica na gestão de interesses contrários...E sabe que a paz é plantada na compreensão e aceitação das diferenças e nas pequenas ações. Assim, não me assusta ver o aumento da violência no Brasil e no mundo. O homem hoje, em sua maioria, acredita e cultiva a violência no dia a dia. Duvida? Qual foi o resultado do plebiscito contra o desarmamento? Qual a audiência de filmes policiais e violentos? Vi o filme 300. Saí horrorizado. Primeiramente com a violência gratuita das cenas...Muito sangue, muitas decapitações, muitas mortes. E também com o caráter xenófobo do filme. Pura ideologia da guerra fria em pleno século XXI. De um lado, os ocidentais, na figura de Esparta. Do outro lado, a “tirania e bestialidade “ dos orientais. Não parece estranho que no momento delicado que a diplomacia vive, se termine um filme com a batalha de duas forças sendo o vilão representado por Xerxes, Rei dos Persas, ancestrais dos Iranianos hoje? Uma leitura mais firme do filme mostra que negros, latinos e asiáticos compunham o exército de Xerxes, o inimigo. E o exército de Esparta representa a figura dos militares ocidentais, caucasianos. Erros históricos são utilizados propositadamente a serviço da ideologia norte-americana atual. E a violência, como saída para as angústias atuais...Para pensar...e mudar.
Escrito por rica às 18h52
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