Passei a semana com o Office de Tourisme de Paris, com vários encontros de imprensa em São Paulo e Rio. Além de acompanhar uma delegação de hotéis, limusines, receptivos a parceiros brasileiros. Tudo isso me impossibilitou a estar mais presente aqui. Agora volto com tudo.
Semana passada foi a vez do Fouquet´s Barrière chez Jorge Elias. O mais novo hotel de luxo da capital parisiense patrocinou a vinda da Condessa Joy de Rohan Chabot, artista plástica cujos trabalhos, inspirados na Natureza, estão a venda na loja do Jorge Elias. Mais uma ação de marcas correlatas. No mailing, clientes do Fouquet´s, clientes do Jorge Elias e o governo francês. Buffet da Maria Alice Solimene. Noite perfeita!
Estou querendo ver algum filme do Festival Mix Brasil, será que rola?
" O Evangelho de Coco Chanel: Lições de Vida da Mulher mais Elegante do Mundo" , de Karen Karbo , com ilustração de Cheksey McLaren, é o novo livro must read. Em época de crise de valores, em que o estilo , graças a Deus, se sobrepõe à moda, Chanel volta às mídias. Dois filmes, muitos artigos e agora esse livro, que traz lições interessantes sobre determinação, perseverança e reivenção. Curti.
" O Rio de Janeiro é um luxo. É a única cidade que conheço que não conseguiu expulsar a natureza." Paul Claudel
" Luxo não é ficar na suíte presidencial de um hotel cinco estrelas, não é ostentação. Luxo é uma experiência única, ligada ao desejo de quem vai viajar." Teresa Perez
" Luxo é o comprometimento total e imperativo com a excelência. A gestão da transformação do ordinário em extraordinário." Carlos Ferreirinha
" Para mim, Paris é a cidade que mais respira luxo, da maneira como conhecemos a palavra. É lá que esse conceito foi criado e também onde é cultivado em coleções, produtos e lifestyle." Princesa Paola de Orléans e Bragança.
Faltam palavras para descrever a política brasileira. O Requião culpa as Paradas Gays pelo aumento do câncer de mama entre os homens e o presidente Lula dizendo que até Jesus faria conchavo com Judas. Ainda bem que 2012 tá chegando.
Estava no Rio de Janeiro na semana passada. No evento da ABAV, a maior feira de turismo das Américas. Estávamos com um espaço França e a presença 11 parceiros de fora ( entre destino, estação de ski, receptivo e hotéis). Muitos negócios e ... recebemos o prêmio da Viagem&Turismo. Os leitores escolheram Paris a mais bela cidade do mundo. Beeem legal, não?
A Colômbia recebeu o prêmio como melhor estratégia de marketing. Merecido! O reposicionamento do país merece aplausos! Antes víamos o país como um destino perigoso, hoje não mais.
Fora isso, Minas Gerais tem investido maciçamente no Turismo. Foi a grande bola da vez nesta edição do evento e inaugurou há pouco, o Espaço Minas, na Rua Minas Gerais, aqui em São Paulo. Será que tem algo eleitoreiro aí? ;)
Já o grupo Fasano vai administrar um hotel em Salvador, na Praça Castro Alves. O projeto será assinado por Isay Weinfeld e contempla nove andares, 75 apartamentos, piscina e spa. O hotel vai funcionar no antigo prédio do jornal A Tarde.
E nos Estados Unidos, o Busch Gardens terá Vila Sésamo como atrações enquanto Universal Orlando receberá Harry Potter. Tudo em 2010.
E viva o turismo!
P.S.:O Rio continua lindo sim! É absurda a campanha que os traficantes fazem para dizer que estão dominando a cidade. E ainda que eu não goste muito da Veja, bato palmas para a capa desta semana. A responsabilidade maior pelo tráfico ter a força que tem é de quem consome drogas. Prontofalei!
...tem que ser marketeiro. Não basta desenhar, ser criativo, entender de tecidos, volumes, proporções. É preciso entender de marca. Não é a toa que Karl Lagerfeld está à frente da Chanel. O cara entende tudo de branding, tanto que virou, ele próprio, ícone. Depois de ser estampa de camisetas ( de outros estilistas), ursinho ( ver post anterior) agora é toy. Must have. E dá-lhe Karl. O kaiser da moda.
Reconhecido como um dos principais especialistas do mercado de luxo e pioneiro no estudo deste segmento, o filósofo francês Jean Castarède é o convidado para abrir, no próximo dia 19 de outubro, segunda-feira, às 19h30, a Semana França, na ESPM São Paulo. Com o tema “Le Brésil, le luxe et le modèle français”, Castarède abordará o impacto dos jogos olímpicos para o setor e para o Brasil e como o País pode aproveitar suas potencialidades para se transformar em vitrine para o mundo.
Autor do livro Luxo: os segredos dos produtos mais desejados do mundo, editora Barcarola, ele defende que a França pode servir de exemplo para o Brasil encontrar uma fórmula para valorizar suas potencialidades. Neste contexto, os jogos olímpicos podem ser uma ótima vitrine para várias condições: valorização das riquezas nacionais para os estrangeiros, estruturas de acolhimento e de exportação, criação de grupos estruturados e parceria ou não, com estrangeiros, etc.
Segundo Castarède, o Brasil tem recursos consideráveis, tais como, calor humano, exuberância e a alegria de viver, e, deve aproveitar essas características para definir um caminho a seguir nos próximos quatro anos. Ele vai repercutir ainda os fatores responsáveis pela mudança dos códigos de luxo; o papel dos países do BRIC e o impacto da crise nesse mercado. Dentre os convidados da Semana França na ESPM estão: Fernando Kinas, diretor e pesquisador teatral; Mônica Lessa, professora visitante da Universidade de Paris II sobre Diplomacia cultural e as relações entre Brasil e França; Renato Vieira, diretor comercial e de marketing da Aliança Francesa; André Midani, reconhecido como ícone da indústria fonográfica/pop do Brasil e um dos gênios da arena do entretenimento, entre outros.
As palestras ministradas em francês terão tradução simultânea para o português. O evento é aberto ao público e com entrada franca, mas para participar, os interessados devem se inscrever pelo telefone (11) 5085-4600 ou centralinfo@espm.br. A programação completa da Semana França na ESPM está disponível no site: www.espm.br.
Muito boa a entrevista que o Alcino fez com Christophe Lemaire, diretor de criação da Lacoste, publicada hoje na Folha de S.Paulo. A seguir, os pontos que achei mais interessantes.
FOLHA - O estilo Lacoste precisa sempre ter alguma referência retrô, como no caso de Lartigue? LEMAIRE - Não necessariamente, mas há um charme retrô na Lacoste e ele não é um problema. Isso ocorre porque se trata de uma marca clássica, no bom sentido do termo.
FOLHA - O que o sr. pode e o que não pode fazer quando deseja modernizar o estilo da marca? LEMAIRE - Curiosamente, as principais interdições sou eu mesmo que as coloco. Para mim, fazer a direção artística de uma marca como a Lacoste é impor um vocabulário estilístico, definindo as coisas que pertencem e as que não pertencem ao universo da grife. Então, sou o mais exigente, porque penso que, no longo prazo, é assim que escreveremos a singularidade e a força da Lacoste.
FOLHA - O sr. pode mudar alguma coisa na famosa camisa polo? LEMAIRE - A polo clássica é intocável, pois é vendida aos milhões, a cada hora. Seria estúpido mudar. Por outro lado, paralelamente, posso inventar outros modelos. Como você viu no desfile, a logomarca apareceu ora maior, ora menor.
FOLHA - Por que a Lacoste, que é uma das mais famosas marcas francesas, desfila em Nova York? LEMAIRE - A razão principal é que, em Nova York, podemos mostrar a moda feminina e masculina ao mesmo tempo, e os jornalistas de ambos os setores estarão reunidos na cidade. Além disso, por ser uma marca de sportswear, achamos que seria melhor compreendida em Nova York do que em Paris, onde as pessoas sempre esperam algo mais experimental.
FOLHA - O sr. trabalhou para a alta costura. Existe futuro para ela? LEMAIRE - A alta costura acabou. Seu período áureo foi entre os anos 1920 e 1960, quando havia uma aristocracia de gosto que tinha dinheiro. O problema hoje é que as pessoas têm dinheiro, mas não têm gosto.
FOLHA - Como vê a moda, hoje? LEMAIRE - O que sempre me irrita na moda é esta espécie de histeria, de condicionamento midiático e comercial que consiste em dizer que você deve mudar suas roupas em todas as estações, que precisa ter sempre alguma coisa dita nova. Acho que a elegância não tem nada a ver com isso. Aliás, prefiro o estilo à moda.
FOLHA - Qual é a diferença? LEMAIRE - A moda hoje não tem nada a ver com a sensibilidade, mas com a informação. As pessoas acreditam que ter informação é ter poder. Não é muito complicado passar o seu tempo vendo blogs, lendo a imprensa, mas penso que é inútil. Para mim, bom e enriquecedor é aprender a me conhecer, descobrir como é o meu corpo, qual é a minha personalidade, quais são os meus valores. A moda faz parte da cultura, no sentido forte do termo. Decidir o que quero ler e comer, como eu quero viver e me vestir -para mim, tudo isso faz parte da mesma coisa. Essa ideia de que estar na moda é comprar um guarda-roupa novo a cada temporada nunca me interessou.
FOLHA - A recessão pode mudar a relação das pessoas com a moda? LEMAIRE - Sim, tenho a impressão que já começamos a voltar a pensar em termos de qualidade e autenticidade. É interessante como a nova geração procura coisas mais clássicas e adota uma relação mais atemporal com a moda.
FOLHA - A situação atual não favorece muito mais o consumo de roupas mais baratas? LEMAIRE - Chanel dizia que nós somos muito pobres para comprarmos coisas de má qualidade. A ecologia é isso: obter qualidade. Vamos ter que comprar menos e melhor. É toda uma educação a ser refeita. Sei que vai levar tempo. Mas não temos escolha. Teremos que nos questionar sobre como vivemos e também como vestimos, revendo nossa relação com os objetos e o consumo.
FOLHA - Essa ideia não deve agradar muito aos comerciantes. LEMAIRE - Evidentemente, se você diz isso para um homem de negócios, ele não vai gostar. Mas a sociedade de consumo chegou ao fim de uma certa lógica. Para além da crise econômica, creio que as pessoas estão num processo de tomada de consciência, que começam a compreender que não se pode continuar nesse ritmo de consumo. É um suicídio coletivo.
De 19 a 29 de novembro de 2009 será realizado o Festival de Cultura e Gastronomia de Praia do Forte - 4º Tempero no Forte, na famosa vila do Litoral Norte da Bahia, pertencente ao município de Mata de São João, a 56 km de Salvador. Este ano, o tema do evento é "O Coco e o Forte" que, como todos sabem, é um dos ingredientes mais tradicionais e exóticos da culinária afro-baiana. É a chance, portanto, de se conhecer mais de perto a explosão de sabores e prazeres que só tempero da Boa Terra provoca entre brasileiros e estrangeiros. Chefs de cozinha de renome internacional já têm presença garantida no festival, que é promovido pela Associação Comercial e Turística de Praia do Forte (Turisforte), com apoio do Sebrae/Bahia.
O evento, que acontece pela quarta vez consecutiva, foi idealizado pela chef de cozinha baiana Tereza Paim. A novidade, mais uma vez, é que durante o festival, a gastronomia vai dividir espaço com manifestações culturais, eventos sobre enologia e uma série de atrações. A programação oficial também prevê palestras, workshops e cursos de culinária para os visitantes e moradores de Praia do Forte. No ano passado houve a participação de 20 restaurantes da Vila, que prepararam cardápios especiais para a ocasião. Para mais informações, acessar os sites oficiais do festival www.temperonoforte.com.br ou www.praiadoforte.org.br.
Ainda sobre o Festival Gastronômico de 2008, cujo tema foi o azeite de dendê, um dos destaques foi a participação do chef português Vítor Sobral. Ele liderou a festa do sábado, com um festim comemorativo dos 200 anos da chegada da família real portuguesa ao Brasil. Para este ano, são esperados outros mestres da culinária nacional e internacional e, claro, uma nova edição do sarau que, no ano passado, uniu o melhor da música e da gastronomia sob o comando da chef Morena Leite. O evento também marcou a inauguração da Casa do Dendê, um espaço destinado a mostrar todo o processo de preparação do azeite de dendê. Este ano, por certo, haverá muita novidade sobre a história do coco na culinária baiana.